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15 de jun. de 2010

Evento EuroITV

De 9 a 11 de junho em Tampere, na Finlândia, aconteceu o EuroITV 2010. Maior e mais importante evento na área de Televisão Digital e mídias interativas.

A mestranda do EGC, Paloma Maria Santos, orientanda do Prof. Aires Rover, marcou presença apresentando um artigo relativo a um modelo de aplicação para a TV Digital na área de educação a distância.
Esse trabalho é fruto das pesquisas conjuntas com outros dois autores: Marcus Vinícius Anátocles da Silva Ferreira e Marcus de Melo Braga, ambos integrantes do Grupo de pesquisa coordenado pelo Prof. Aires.
O foco principal da conferência estava direcionado aos temas de compartilhamento de conteúdo e sistemas de recomendação.
Apesar de a maioria dos países da Europa estarem em outra conjuntura, muitas das aplicações demonstradas podem servir de inspiração para nós, especialmente as da área de Governo.
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13 de abr. de 2010

Projeto: AS CONTRIBUIÇÕES DA TV DIGITAL NA EVOLUÇÃO DOS MODELOS DE GOVERNO ELETRÔNICO

NOME DA PESQUISA: AS CONTRIBUIÇÕES DA TV DIGITAL NA EVOLUÇÃO DOS MODELOS DE GOVERNO ELETRÔNICO

AUTOR: MARCUS VINICIUS ANÁTOCLES DA SILVA FERREIRA
ORIENTADOR: PROF. DR. NERI DOS SANTOS
CO–ORIENTADOR: PROF. DR. AIRES JOSÉ ROVER
ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: GESTÃO DO CONHECIMENTO

TITULO: AS CONTRIBUIÇÕES DA TV DIGITAL NA EVOLUÇÃO DOS MODELOS DE GOVERNO ELETRÔNICO NO BRASIL
RESUMO:
Esta pesquisa tem como escopo a proposição de um modelo sobre como as tecnologias interativas da TV Digital, suportadas pelos conceitos da gestão do conhecimento poderão contribuir na evolução da implementação dos modelos de governo eletrônico no Brasil. Na realização deste trabalho, será efetuada uma analise das possibilidades de aplicação das tecnologias interativas da TV Digital e dos conceitos da gestão do conhecimento nos modelos de governo eletrônico, além da identificação dos componentes críticos a serem aplicados na construção e adaptação de soluções tecnológicas pelos governantes brasileiros. Esta proposta toma por base um estudo de modelos internacionais em aplicação, que já contemplam a inclusão das tecnologias de interatividade presentes na TV Digital em modelos e aplicações de governo eletrônico.

OBJETIVO GERAL
Propor um modelo para evolução de governo eletrônico brasileiro com a utilização tecnologias interativas disponibilizadas pela implantação da TV Digital, a partir das melhores práticas de outros países, de forma a funcionar tanto como canal adicional de prestação de serviços, como também viabilize o potencial transformador da participação cidadã nos processos de interação com os governos nos seus diversos poderes e níveis de atuação.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

1. Identificar o referencial teórico nacional e internacional fundamental para definir conceitos, componentes e modelos de evolução sobre governo e governança eletrônica, gestão do conhecimento e tecnologias interativas disponibilizadas pela implantação da TV Digital relacionadas com o tema;
2. Levantar as características implementadas nos modelos de Governo Eletrônico, seus ambientes internos e externos e mecanismos de evolução de modelos de governo eletrônico;
3. Comparar os modelos contemporâneos de Governo Eletrônico que já consideram o impacto da interatividade presente na TV Digital em suas propostas e ações;
4. Estruturar um framework para a evolução de um modelo de governo eletrônico voltado a realidade brasileira que absorva as características funcionais da interatividade da TV Digital.
Postado por Marcus Ferreira às 14:39 Nenhum comentário:
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1 de dez. de 2009

Acesso ao eGoverno

De nada adianta a construção de aplicações e processos de fornecimento de serviços eletrônicos ao cidadão se não conseguirmos reduzir a distância digital dentro da população potencial a ser atendida. Modelos e sistemas (Sistema de Automação do Judiciário) como apresentado pelo Alexandre Golin na aula de 25/11/2009, só fazem sentido se utilizados por parcelas relevantes das comunidades atendidas.

Atualmente nas avaliações das aplicações de eGoverno no Brasil e no mundo, com exceção de aplicações especificas (no caso Brasil, eleições e impostos de renda),a maioria atende a contingentes ainda não expressivos da parcela da sociedade. Índices de 5% até 10% tem sido a tônica das parcelas atendidas na maioria dos serviços disponibilizados, caracterizando melhores serviços para quem tem maior renda e educação. No caso do Judiciário, sem dúvida este deve ser um aspecto relevante a ser resolvido e o desafio é identificar como reduzir e eliminar esta divisão digital presente na sociedade brasileira.

O fornecimento de serviço on-line precisa ser integrado com outros canais, a TV Digital e o celular tem potencial tecnológico suficiente para acelerar a redução desta distância. Reduzir/eliminar a divisão digital é um desafio chave para os governos nos serviços de oferta através da Internet. A divisão digital entre os brasileiros que acessam a Internet é real e expressiva. A divisão digital, enquanto não eliminada, requer que os governos continuem a fornecer serviços através de diversos canais (face a face, telefone, Internet). Além disso, uma estratégia para reduzir a divisão digital é importante para ajudar a garantir que os cidadãos, empresários e comunidades estejam equipados, treinados e capacitados a perceber o potencial total da Internet. As alternativas de acesso precisam ser feitas para aqueles que estejam “fora” da comunidade on-line.

“Está claro agora que a nova economia não é sinônimo de canal eletrônico, mas envolve a união inteligente das propriedades on-line e off-line.” - Internet World. Isso é atribuído à preferência do cidadão em direção aos diferentes canais em diferentes momentos para diferentes objetivos (por exemplo, consultas, apelações, comunidades específicas, nível etário e de escolaridade).

Atualmente, o telefone é o canal eletrônico utilizado com mais freqüência, mas a Internet está crescendo rapidamente em popularidade e está ajudando muitas organizações a alcançar seu objetivo declarado de entregar serviços da forma 24x7 e é favorecida pelos tipos particulares de usuários (deficientes, pessoas em comunidades específicas, pessoas desejando permanecer anônimas, etc).

Os governos estão concluindo que uma consideração principal no desenvolvimento de toda a estratégia de eGoverno é garantir a inclusão de todos os cidadãos, caso tenham eles um equipamento ou não. Enquanto a maioria das discussões sobre o foco de eGoverno está concentrado no computador pessoal e na Internet, uma estratégia multi-facetada e focada utilizando múltiplos modos e tecnologias para fornecer serviços aos cidadãos alcança dois objetivos. Ou seja, aumenta o número de serviços do governo eletronicamente disponível para cidadãos e reduz o tamanho da Divisão Digital.

Programas de educação e extensão estão sendo usados pelos governos para encorajar os clientes a utilizar os canais eletrônicos. A teoria do “Construa-o e eles virão” não é suficiente. Os governos estão percebendo que eles precisam encorajar os usuários diretamente através da educação e programas de motivação para experimentar canais eletrônicos. Um primeiro passo é compreender e superar as barreiras para a sua adoção e propagação nas comunidades.

Marcus Vinicius Anátocles da Silva Ferreira
Doutorando EGC
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19 de nov. de 2009

eDemocracia

Criar um diálogo verdadeiro, participativo e continuado com os eleitores é o primeiro passo da eDemocracia.

Ao considerarmos a apresentação do Professor Mazzaroba, pode-se dizer que a eDemocracia indica inicialmente a utilização de estações de votação eletrônica e plebiscitos on-line, um ponto de vista mais prático é o emprego da tecnologia para maximizar as oportunidades para a participação do público no governo. A eDemocracia pode desenvolver o interesse na participação comunitária, fornecendo um canal de comunicação aperfeiçoado entre o público, seus representantes e entidades civis.

eDemocracia tem a capacidade de se dedicar à redução da fragmentação do processo político e à desilusão dos cidadãos, proporcionando maneiras sinceras e acessíveis para que eles se envolvam com o governo, se motivem e interajam com a sua comunidade de interesse.

No seu aspecto operacional o eGovernment oferece o potencial para atrair os cidadãos para mais para perto de seus governos. Enquanto o e-mail é a forma mais fácil e mais comum de comunicação com os eleitores, os websites do governo estão buscando novas formas para facilitar o feedback do público. A utilização de áreas para a colocação de comentários, uso de quadros de mensagens e salas de bate-papo. A presença dessas características permitem que os cidadãos, as comunidades envolvidas e os membros do governo leiam e interajam aos comentários referentes as questões que eles enfrentam e convivem.

O desafio da votação eletrônica é torná-la simples e segura. As condições mínimas para votar continuam as mesmas, mas apresentam determinados desafios no ambiente virtual nas áreas de elegibilidade, privacidade, prova de ocupação, conta corrente e autenticação.

As novas tecnologias disponibilizadas, tais como a TV Digital (t.government) e a Telefonia Celular (m.government) somadas ao potencial participativo das ferramentas de interação social presentes na Web 2.0, permitem novas e maiores oportunidades inclusivas da participação social nos processos de gestão publica (e.participation). Alguns países já têm ultrapassado a barreira da transparência da prestação de contas e estão se direcionando para criação de mecanismos institucionais de participação do cidadão.

Se bem aproveitado o potencial destas tecnologias irá suportar a transformação das relações com os governos nos seus diversos aspectos (plebiscitos, fóruns e votações), níveis (estadual, municipal,federal) e poderes (judiciário, legislativo e executivo). Para o sucesso destes novos desafios, sem dúvida saem do protagonismo os analistas de sistemas e passam a atuar os sociólogos e cientistas políticos e sociais que vão moldar essas múltiplas possibilidades dentro dos aspectos éticos e morais deste novo meio ambiente tecnológico.

Marcus Vinicius Anátocles da Silva Ferreira
Doutorando EGC
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10 de nov. de 2009

Integração Tecnologica

Podemos observar na apresentação do Thiago Araújo que a necessidade de colaboração efetiva através dos limites tradicionais entre os departamentos do governo não está limitada ao eGoverno, mas as possibilidades oferecidas pela tecnologia destacam as barreiras culturais e estruturais para tal cooperação. Os benefícios plenos da transformação do eGoverno não podem ser alcançados sem uma cooperação efetiva.

Os padrões e as abordagens por todo o governo têm a capacidade de obter economias significativas no âmbito e de maior eficiência. Os departamentos do governo compartilharão informações e interagirão através dos ‘silos’ dos departamentos. Por exemplo a partir do suporte do nível político para a colaboração e a cooperação. A ‘colaboração’ é expressa como um dos cinco princípios chave para a melhoria continua. Podemos descrever a colaboração no eGoverno como “trabalho através dos limites organizacionais para entregar serviços baseados nas necessidades dos clientes e políticas que tenham uma abordagem holística para os problemas que cruzam as organizações ou departamentos governamentais”.

As oportunidades para o gerenciamento de conhecimento e as aplicações através do governo adequadas para a integração e a interoperabilidade estão sendo adquiridas. Os sistemas e as aplicações compartilhadas comuns permitem que os departamentos do governo compartilhem informações através de uma variedade de fontes de dados. Os sistemas compartilhados ainda os poupam de desenvolver os mesmos sistemas para diferentes departamentos.

Os investimentos necessários a evolução do eGoverno serão maiores que os realizados na fase de implantação nos processos de integração tecnológica e das bases de dados dos aplicativos e a ampliação da operabilidade.

Cabe ressaltar, baseado nas tendências e no nível de evolução até agora apresentados pelos governos, que o custo dos serviços realmente on-line e a infra-estrutura de apoio para as próximas etapas do eGoverno baseadas na intensificação do uso de novas mídias ( TV interativa, Internet móvel e PDAs ) será bem mais alto do que a maioria dos governos investiu até hoje em serviços e websites simples.

Investimentos significativos poderão ser necessários para mudar o gerenciamento – o processo de mudança de atitude, pessoas e processos; infra-estrutura, incluindo a segurança e a ligação e integração entre os canais; integração dos sistemas legados para o processo de transação; gerenciamento do conhecimento, incluindo a manutenção das informações atuais; e migração da organização, habilidades, processos e parcerias para os novos modelos de entrega.

Marcus Vinicius Anátocles da Silva Ferreira
Doutorando do EGC
Postado por Marcus Ferreira às 10:37 Nenhum comentário:
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3 de nov. de 2009

Uso de Tecnologias no eGoverno

O uso intensivo de tecnologia pelos governos tem por si só servido de mecanismo de melhoria contínua de suas funções políticas, econômicas, administrativas e sociais. O aprendizado decorrente desta evolução do nível de maturidade do uso de tecnologia somado aos aspectos de regulamentação, modelagem, gestão e operação dentro destas estruturas de eGoverno tem possibilitado benefícios concretos no nível de serviços prestados ao público interno e as comunidades, empresas e cidadãos atendidos.

Passados os primeiros anos destas experiências ao redor do mundo podemos, sem dúvida, distinguir caminhos claros para aplicação bem sucedida deste processo de transformação das funções de governo e das suas relações com a Sociedade. Conhecer, divulgar e compartilhar experiências e aprendizados é fator crítico de sucesso para viabilização da modernização, crescimento e desenvolvimento sustentável dos governos em seus diversos níveis e poderes.

O eGoverno tem-se baseado cada vez mais de tecnologias emergentes e de ferramentas de suporte a governance; e a proliferação de Casos de Sucesso no Brasil e no Mundo fornecem a cada dia mais combustível para seguirmos em frente nesta jornada. Rever permanentemente os modelos, corrigir os rumos e viabilizar a continuidade destas ações são tarefas permanentes em cada governo.

As oportunidades para o gerenciamento de conhecimento e as aplicações através do governo adequadas para a integração e a interoperabilidade estão sendo adquiridas. Os sistemas e as aplicações compartilhadas comuns permitem que os departamentos do governo compartilhem informações através de uma variedade de fontes de dados.

Está ocorrendo um esforço significativo em todo o mundo no estabelecimento de novos padrões para o uso da tecnologia. A experiência indica que os governos estão realizando um trabalho adicional para estabelecer fóruns e padrões comuns.

Na apresentação do Airton Ruschel pudemos observar como as tecnologias baseadas na Inteligência Artificial, nos Sistemas Especialistas e nas Redes Neurais, dentre outras tecnologias emergentes, podem ser vinculadas a Gestão do Conhecimento e contribuir na evolução do eGoverno no Brasil e no mundo.

Marcus Vinicius Anátocles da Silva Ferreira
Doutorando do EGC
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23 de out. de 2009

Gerenciamento dos Canais de Relacionamento

As estratégias de eGovernment visam a introduzir o governo on-line como um novo canal de relacionamento, mas estão subestimando os desafios associados com a otimização de cada canal para que a capacidade para o fornecimento de serviço possa atender a demanda que chega em cada canal e o seu incremento de utilização.

A experiência do setor privado mostra que os canais eletrônicos podem competir com os canais de entrega existentes. Por exemplo, o esforço da coordenação da equipe que trabalha na entrega de serviços para clientes tanto face a face como em serviços de central de chamadas é normalmente superior. Isso pode ser uma questão bastante desafiadora para os governos.

 A natureza e o volume das interações de clientes em cada canal precisarão ser antecipadas para garantir que os canais habilitados da web sejam capazes de lidar com as transações que surgem e que o número correto das equipes, com as habilidades corretas estarão disponíveis para concluir as transações do cidadão que necessitem de intervenção humana.

 A integração de canais implica que os dados disponíveis através de todos os canais precisam ser idênticos, sincronizados e igualmente atuais. Os clientes entendem que a equipe da entrega de serviço em um canal (por exemplo, central de telefone) tem o conhecimento ou acesso às informações anteriormente fornecidas em um outro canal – por exemplo, a Internet.

 É necessária atenção para compreender como os diferentes canais de entrega podem ser mais bem combinados e se eles não entram em conflito com os intermediários privados pré-existentes (redes de fornecedores terceirizados).

 Em muitos países, os intermediários privados exercem uma função chave na entrega dos serviços do governo. As organizações comunitárias ajudam com os serviços sociais, as entidades que suportam os pequenos negócios ajudam até com a capacitação para desempregados, as organizações de serviços financeiros ajudam com o registro e a cobrança de devolução de impostos, as associações industriais e comerciais com o registro da empresa e com as questões fiscais, os sindicatos com as questões de seguro social, e as entidades especializadas com a liberação e a renovação da habilitação para dirigir assim como para exames periódicos.

Com o advento da Web 2.0 e do incremento das redes sociais a questão do sincronismo do canais de relacionamento, a sua interação e integração, a capacitação dos usuários e os mecanismos de incentivo de utilização do eGov ganham novos contornos como pudemos observar na apresentação do Professor Denilson.

Marcus Vinicius Ferreira
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16 de out. de 2009

Fornecimento Serviços Eletrônicos

Na maioria dos projetos de Governo Eletrônico a área financeira do governo tem estado na vanguarda, seja pela pressão arrecadadora, seja pelo impacto da dinâmica dos prazos, pela clara sustentabilidade dos projetos ou pelos volumes processados. Não foi diferente no caso do estado de Santa Catarina. A Secretaria de Fazenda tem sido uma das lideres do processo, inclusive sendo reconhecida nacionalmente pela construção das soluções tecnológicas ou também pelos resultados obtidos nos processo de relacionamento com empresas e cidadãos.

Uma questão que se apresenta nestes processos de serviços governamentais on-line são os estágios de sua evolução, principalmente no que diz respeito as transações financeiras on-line. Discutir as formas de aplicação e sua evolução é relevante no processo de desenvolvimento do projeto de governo eletrônico.

A primeira forma e estágio de aplicação usa a web para colocar informações disponíveis ao cidadão e as empresas, tais como informações de contato, publicações e formulários ou através de um portal que integra toda a série de serviços do governo e oferece a eles um caminho que é baseado na necessidade específica (ou interesses) e na função prestada.

A segunda forma consiste de fornecimento de serviço on-line permitindo que ocorra uma transação completa para descarregar uma obrigação legal ou realizar e receber o pagamento através de meios eletrônicos. Um exemplo é o pagamento de uma multa ou tributo. Isso significa acessar as informações do governo e a conclusão das transações do governo em uma base “a qualquer hora, em qualquer lugar”.

A terceira forma leva em conta a comunicação em duas vias, permitindo que os cidadãos e empresas forneçam novas informações sobre eles mesmos, tais como uma mudança de endereço ou a apresentação de uma queixa sobre um serviço, ou o calculo especifico de um processo não usual ou a aplicação de um crédito.

Assim o fornecimento de serviços eletrônicos existe quando toda uma transação pode ocorrer on-line. Se um cidadão tem que imprimir um formulário e então enviá-lo de volta para a agência para obter o serviço, então isso se encaixa na categoria de fornecimento de informações e não de fornecimento de serviços eletrônicos. Para o fornecimento de serviço on-line, isso é sempre determinado pelo número e tipo de serviços on-line oferecidos. Um número relativamente pequeno de websites de estados e cidades fornece serviços que são plenamente executados on-line.

Uma característica que tem reduzido o desenvolvimento de serviços eletrônicos foi a incapacidade de utilizar cartões de crédito e assinaturas digitais nas transações financeiras. Muito poucos websites do governo aceitam cartões de crédito ou permitem assinaturas digitais para as transações financeiras. As cidades maiores e alguns governos estaduais parecem ser mais bem sucedidos na colocação de serviços on-line, devido a sua capacidade de diluir os custos da nova tecnologia por uma população específica e ter uma base de cálculo de taxas maiores.

Marcus Vinicius Anátocles da Silva Ferreira
Doutorando do EGC
Postado por Marcus Ferreira às 15:48 Nenhum comentário:
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14 de out. de 2009

eDemocracia

eDemocracia

Criar um diálogo verdadeiro com os eleitores é o primeiro passo da eDemocracia

eDemocracia indica a utilização de estações de votação eletrônica e plebiscitos on-line, um ponto de vista mais prático é o emprego da tecnologia para maximizar as oportunidades para a participação do público no governo. A eDemocracia pode desenvolver o interesse na participação comunitária, fornecendo um canal de comunicação aperfeiçoado entre o público, seus representantes e entidades civis.

eDemocracia tem a capacidade de se dedicar à redução da fragmentação do processo político e à desilusão dos cidadãos, proporcionando maneiras sinceras e acessíveis para que eles se envolvam com o governo e interajam com a sua comunidade de interesse.

eGoverno oferece o potencial para atrair os cidadãos para mais para perto de seus governos. Enquanto o e-mail é a forma mais fácil e mais comum de comunicação com os eleitores, os websites do governo estão buscando novas formas para facilitar o feedback do público. A utilização de áreas para a colocação de comentários, uso de quadros de mensagens, ouvidoria e salas de bate-papo. A presença dessas características permitem que os cidadãos, as comunidades envolvidas e os membros do governo leiam e interajam aos comentários referentes as questões que eles enfrentam e convivem.

O desafio da votação eletrônica é torná-la simples e segura. As condições mínimas para votar continuam as mesmas, mas apresentam determinados desafios no ambiente virtual nas áreas de elegibilidade, privacidade, prova de ocupação, conta corrente e autenticação.

Para acomodar esses princípios, as tentativas de votação eletrônica até hoje têm sido sistemas híbridos que requerem a presença durante um período de tempo em particular e verificação manual da elegibilidade.

O eGoverno está sendo utilizado para apoiar os processos eleitorais democráticos. As expectativas dos integrantes variam de acordo com a experiência e acesso à tecnologia. De maneira geral, a eDemocracia não tem sido considerada de elevada prioridade, embora uma pesquisa entre cidadãos de 5 países europeus (Bélgica, França, Espanha, Reino Unido, ...) tenha demonstrado forte interesse na participação democrática, principalmente na oportunidade de obter retorno sobre o desempenho governamental.

Em outubro de 2001 os residentes de Canberra foram os primeiros no mundo a votar eletronicamente em uma eleição preferencial do governo. Entende-se por votar eletronicamente, a possibilidade de votar de qualquer lugar do mundo através de tecnologias relacionadas a internet. De lá para cá muitas experiências tem sido realizadas ao redor do mundo, algumas com maior ou menor penetração social e sofisticação tecnológica, mas de maneira geral todas dando maior grau de velocidade e transparência ao processo.

Novas tecnologias disponibilizadas (como a Televisão Digital Interativa - TVDi) podem ajudar a responder de que forma as novas TICs disponíveis, inclusive aquelas disponibilizadas para dar suporte ao relacionamento entre indivíduos e comunidades (empresas, associações e governos), como as ferramentas encontradas gratuitamente na web (por exemplo, Twitter, Orkut, MSN, Wikispaces, Facebook, Second Life, blogs etc.), somadas a interação possível no Sistema Brasileiro de TV Digital – Terrestre e nos dispositivos móveis (celulares) poderão contribuir para a evolução dos modelos de participação social. Tais estudos podem basear-se nas experiências realizadas com comunidades de prática e grupos de interesse colaborativos aplicados a trabalhos sistematizados em processos de participação plebiscitária e eleitoral nas áreas social e governamental, como por exemplo a aplicação de orçamentos participativos municipais.

Marcus Vinicius Anátocles da Silva Ferreira
Doutorando EGC - UFSC
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6 de out. de 2009

Considerações Palestra Segurança Pública eGov

Palestra de eGOV (eSegurança e eCidadania) apresentadas por Giovani de Paula (Doutorando) e Edson Quadros (Gestor do SISCON).

Contextualização da Apresentação de eSegurança:

No processo das apresentações efetuadas sobre SEgurança Publica e eGov, inicialmente realizada pelo Giovani de Paula, tratou sobre o contexto do eGov no que diz respeito a Segurança Pública, durante a apresentação foram situadas as expectativas de controle, prevenção e interação dos mecanismos de gestão e suporte de sistemas de informação e de conhecimento, no ambiente estadual e nacional de Segurança Pública. Na continuidade da apresentação, o Edson Quadros, responsável pelo SISCON, um SBC construído para suportar as ações da Policia Militar de SC, relatou a experiência vivida, os motivadores, o contexto de atuação, as lições aprendidas, as evoluções programadas e os fatores críticos de sucesso, além dos riscos de continuidade deste projeto em andamento.

A construção de um SBC e ao mesmo tempo, a montagem de um grupo de analise de informações de segurança, vem ao mesmo tempo interagindo no processo de aprendizagem e de gestão do conhecimento sobre os indicadores de comportamento criminal no estado de SC. O inicio do processo apesar de se caracterizar pelo perfil informal e sem o respaldo institucional necessário,vem permitindo respostas positivas nos resultados alcançados (inclusive a premiação em evento nacional sobre eGov). Em contrapartida aos riscos identificados pelo palestrante de continuidade com relação ao processo em curso estão localizados principalmente na informalidade, no baixo grau de compromisso e compartilhamento, na possibilidade de interoperabilidade e integração com dados com outros sistemas (exemplo: Infoseg no nível do sul do Brasil).

Considerações:

eGov não alcança uma transformação do governo caso seja visto como um programa que seja primariamente dirigido por um departamento específico ou indivíduos dentro do Governo com entusiasmo e responsabilidade pela Tecnologia de Informação. Em vez disso, precisa haver uma mensagem claramente comunicada dos níveis mais altos do Governo (pelo principal governante, se possível) expressando a necessidade de uma maior transformação dentro do Governo.

Para o alcance do sucesso do eGov, é essencial que o nível sênior esteja comprometido com todas as fases desde a regulamentação, modelagem, metas, divulgação e sua implementação. O Governo trabalhará apenas em um nível básico caso não seja adequadamente suportado e promovido pelas pessoas nas posições de liderança chave.

A experiência em outros governos demonstra a necessidade de tomar medidas específicas para promover a colaboração – a colaboração não é um comportamento natural ou padrão em um ambiente de governo altamente estruturado. Em particular, a colaboração efetiva é um pré-requisito para os níveis mais altos de maturidade das aplicações de eGov na qual a tecnologia e os processos automatizados permitem que os usuários interajam com o governo como todo.

Os governos estão redefinindo os padrões para que os departamentos produzam material, informação e conhecimento, além de serviços on-line. Isso inclui o desenvolvimento de padrões de informações tais como metatag, XML, e-mail e outros padrões de compartilhamento de dados bem como definição à medida que os sistemas centrais são compartilhados e não mais proprietários.

Embora significativa, a implantação de tecnologia é uma pequena parte das profundas mudanças solicitadas pelo eGov. As mudanças nas estruturas organizacionais, os processos de trabalho e a cultura são componentes fundamentais para suportar o eGov e mais amplamente, para toda a função do governo e seu relacionamento com a comunidade.

A necessidade de colaboração efetiva através dos limites tradicionais entre os departamentos do governo e entre governos não está limitada ao eGov, mas as possibilidades oferecidas pela tecnologia destacam as barreiras culturais e estruturais para tal cooperação. Os benefícios plenos da transformação do eGov não podem ser alcançados sem uma cooperação efetiva.

Os padrões e as abordagens por todo o governo têm a capacidade de obter economias significativas no âmbito e de maior eficiência. Os departamentos do governo compartilharão informações e interagirão através dos ‘silos’ dos departamentos.


As oportunidades para o gerenciamento de conhecimento e as aplicações através do governo adequadas para a integração e a interoperabilidade estão sendo adquiridas. Os sistemas e as aplicações compartilhadas comuns permitem que os departamentos do governo compartilhem informações através de uma variedade de fontes de dados. Os sistemas compartilhados ainda os poupam de desenvolver os mesmos sistemas para diferentes departamentos.

A ênfase na visão do cidadão transforma o processo de integração das informações e sistemas em um exercício continuo de viabilização de iniciativas que permitem um único ponto de acesso aos serviços prestados baseados nos eventos da vida e nos interesses dos diversos extratos das comunidades a serem atendidas e centrados na satisfação dos clientes. Outro poderoso integrador de departamentos e jurisdições deve ser a consciência comum e compartilhada de que o total atendimento às expectativas do cidadão é o mais importante objetivo do eGov e que como tal deve estar acima de qualquer disputa de poder.

A concepção de modelos estruturados de eGov com planos de implementação detalhados, prioridades, estudos de viabilidade e de sustentação econômica integrados as políticas públicas são identificados nos casos de sucesso pesquisados. Aspectos como capacitação e treinamento, gestão de mudanças, planos de comunicação e mobilização, geração de infra-estrutura de tecnologia e de comunicações, políticas de segurança e gestão de recursos humanos e materiais são componentes obrigatórios identificados.

Os casos de sucesso nos ensinaram que é importante buscar trabalhar as iniciativas que já existem, dando-lhes consistência individualmente, eliminando redundâncias e integrando-as, no lugar de ignorá-las e começar tudo novamente a partir de uma base única. Ao valorizar o que já existe, os esforços necessários são menores e a resistência é mitigada.

Marcus Vinicius Anátocles da Silva Ferreira
Doutorando EGC

FERREIRA, M.V.A.S. e ANCORA, M. L. Benchmarking de Governo Eletrônico. EGov Fórum Internacional, Brasília – DF, 2002.
Postado por Marcus Ferreira às 10:02 Nenhum comentário:
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